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21 de Dezembro

Vem de longe
de tão longe quanto imaginar se possa
sem negar a origem do primado do tempo
este verbo imperfeito que, sem norma,
sem regra ou pejo, me fez cativo de mim
e do sangue incolor que m'avassala o peito.

Como um barco soluçando sobre as vagas
a fuga dói na ferida onde a carne já apodrece
se a maré sobe
se anoitece
e o porto se faz distante e a luz incerta …

Há um murmúrio que não é de gente
há um rumor que m’enlouquece
à boca do alambique
por onde não s'estancam finas gotas
há um canto magnetizado que m’ancora
em enseados de pranto
e me faz postergado à face alabastrina
de uma lua residual.

Vem de longe, a agonia das areias
e o sal
e o sol
e os salinos pálidos em vidrados de ossos
que, desunidos d’algum lugar, deram agora à costa
nesta enseada d’utopia.

Vem de longe, esta fome infinita de viver, morrendo,
em caudais de poesia.


Escrito por alma castelinana às 05:12:07 PM
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É hora.

É tempo
da palavra.

Da palavra
certa.

Mas e se a palavra
a mesma palavra certa
só acerta mesmo
em mim?


Escrito por alma castelinana às 04:51:11 PM
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21 de Setembro







 

DE TUDO QUE NÃO VEJO



Algo abaixo dos meus pés se move
Abaixo das minhas células, de mim
Logo ali, perto, junto do que sou
Algo abaixo pulsa, debaixo do solo
No invisível urbano, nos bueiros
Em mundos submersos de esgotos frios
Na intriga dos neurônios feitos de gases vivos
Algo de tal inconsciência que esqueço e ignoro


Escrito por alma castelinana às 05:24:21 PM
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16 de Setembro

Instintos

Querer você por perto não é mais uma vontande,
Algo incontrolavel estar em meu ser,
Agora, o que arde em mim, é desejo.
Que invade, fazendo os pesamentos pesarem,
Os instintos queimarem por dentro
Tudo isso apenas pela insaciável vontade de apenas te olhar

Olhando-te alimento cada parte de meu corpo
Que só tende ir mais profundo no abismo da loucura
Em busca da serenidade de ser envolvido por ti
Provar cada milimetro de teu gosto, de teu cheiro, de teu sexo
E me acabar em todos os teus pelos, em todos os teus poros Esquecendo do mundo, sendo todo teu.


Sejam horas, ou minutos, o tempo que for
Mas em cada gota de tua saliva
Me embreagarei, com o sentimento eterno de nunca ter fim.
Pois se o fim chegar e eu a beira da dessa loucura estiver
Te levo comigo para onde for
Deixando pra tras tudo que se foi construido um dia
Longe te todos os olhos que nos descriminam
Pois só pra você viverei eternamente.


Escrito por alma castelinana às 11:37:56 AM
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Satisfações pelo sumiço...


Tudo em mim tem sido esta vontade de afagar. Há tempos não me ocupo com outra coisa: em tudo que toco ou manuseio há o propósito de cura através do calor das minhas mãos. Tudo em mim tem sido a necessidade de vivenciar profundamente. Se as palavras têm estado ausentes, aceito este recolhimento delas. E espero que voltem com um coração pulsando muito vivo dentro de cada uma. Por isso a vontade de experienciar cada sensação plenamente antes de tentar decifrar organizando em textos o que tenho sentido. Dentro dessa minha desaceleração, tenho descoberto muita coisa como, por exemplo, quão necessário é saber receber amor.Deixar que tudo seja troca antes de ser um troféu. Deixar que o caos se mantenha intacto antes que haja ajustes. Ando muito comprometida com as essências.E com um respeito súbito, a partir daí, pelas aparências.Não vejo menores importâncias, vejo acontecimentos.E tenho olhado pras coisas sem aquela grande gravidade.Tenho me fortalecido de espirito, sangue e pensamento. Tudo em mim tem sido esta disposição para o amor.E ,se vocês pudessem me ver agora, veriam, existe caricia até no meu olhar quando eu olho pra ela. Eu tenho me tornado mais feliz e mais forte a cada passar dos minutos.

 

Porqenãsonho sosinho


Escrito por alma castelinana às 11:36:37 AM
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Passam-se os anos, mudam as gerações, mas uma coisa continua a mesma: o fascínio de uma criança por um super-herói. Isso aconteceu com nossos pais, aconteceu com a gente e acontece com aquela criança que está na nossa vida - seja por qual motivo for. Não dá para imaginar uma infância sem aquela figura de que “tudo se pode” para fazer do mundo um lugar melhor.

Certamente esse é aquele tipo de assunto que sempre rende histórias engraçadas, tanto pra mim quanto pra você, e que sempre está incluído aquela capa vermelha (improvisada) do Super-homem, os braceletes (artesanais) da Mulher Maravilha, a máscara (de plástico) do Batman ou da Mulher Gato. Mas também tem sempre aqueles desejos de ter um poder de voar, ser invisível, ser veloz, etc. Lembro-me que quando tinha 6 anos, eu havia encucado que poderia ultrapassar tijolos e voar. Claro que não consegui e isso acabou me rendendo uma cicatriz no braço e uma história pra contar.

O fato é que: quando somos pequenos achamos que podemos tudo, que tudo é permitido e que não há limites. Queremos abraçar o mundo de uma só vez, queremos sentir o poder de proteger o próximo. E eis que crescemos, e vemos que na vida sempre há limites, mas não é por isso que deixamos de ser heróis. Podemos curar doenças; salvar vidas; proteger o meio ambiente; ensinar os outros aquilo que sabemos; passar adiante valores morais; dar um lar, comida e amor a quem não tem. Somos super-heróis porque protegemos, porque cuidamos. Porque todos os dias fazemos uma pessoa acreditar na esperança, acreditar na vida.

Eu cresci e sei que não consegui os tais super-poderes que tanto queria quando era criança. Mas hoje eu consegui ser amigo de um legítimo Super-Homem, e esse texto eu dedico a ele.


Escrito por alma castelinana às 11:34:55 AM
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Um dia ela bate a sua porta: Rotina




Ando tão cansado que nem a música me trás felicidade. Nem dores...

Ando tão cansado que nem força pra puxar a fumaça de todo dia tenho, e às vezes tenho vontade mesmo é de engoli-la de vez.

Ando tão cansado de andar de um lugar pra outro, de ver a repetição no mesmo espaço de tempo calculado que no passado ainda morno eu tinha calculado...

Ando tão cansado de brigar por aquilo que não me pertence, que nem a vitória me faz bem...

Ando tão cansado das mesmas letras unidas nos mesmo livros falando das mesmas coisas, e chegando ao mesmo final...

A repetição baqueada me cansa. Cansa meus olhos ao sentar nessa mesma cadeira e ler os mesmos recados, os mesmos textos e os mesmos e-mails.

A repetição baqueada me cansa. Cansa meus ossos de tanto ir de um lugar ao outro, o mesmo caminho, a mesma esperança e quase sempre a mesma frustração.

A repetição baqueada me cansa. Cansa meu sorriso já amarelo rindo das piadas pela metade, dos "feitos" maquiados de situações inventadas.

A repetição baqueada me cansa. Cansa meus dedos, de tanto usá-los para a mesma finalidade, com as unhas já quebradas e embranquecidas pelo desgaste

A repetição baqueada me cansa. Cansa meus ouvidos e seus ritmos já reformados da reforma sonora anterior. Sempre é mais do mesmo. Ou quase sempre.

A repetição baqueada me cansa. Cansa meu cérebro, quase em desuso. De tanto procurar alguém que pense totalmente diferente de minha pessoa, totalmente diferente de minhas opiniões e cheio de ética. O puritanismo ta na moda. E me faz mal. Muito mal. Necessito de mentes inquietas, perturbadas. Só assim posso ir em frente.

A repetição baqueada me cansa. Cansa meu coração cheio de alegria e vontade de viver. Preciso de choques de paixão violenta e ilusão desnecessária.

 

A repetição me cansa.

A repetição me cans

A repetição me can

A repetição me ca

A repetição me c

A repetição me

A repetição m

A repetição

A repetiçã

A repetiç

A repeti

A repet

A repe

A rep

A re

A r

A ...

 

Cansei. Vou viver.

Me acompanha?


Escrito por alma castelinana às 11:33:03 AM
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01 de Junho

shiva que saudade de voce

sabe as coisas não andam bem por aqui

saudades de ti


Escrito por alma castelinana às 11:18:26 AM
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Paciência

Lenine

Composição: Lenine e Dudu Falcão

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara
A vida não pára não...

A vida não pára!...
A vida é tão rara!...


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Escrito por alma castelinana às 11:17:15 AM
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02 de Setembro

1. A vida não é fácil; acostumem-se a isso.

2. O mundo não está preocupado com a vossa auto-estima. O mundo espera que vocês façam alguma coisa útil por ele antes de vocês se sentirem bem convosco próprios.

3. Vocês não vão ganhar 5000 euros por mês assim que saírem da Universidade. Vocês não serão directores de uma empresa com carro e telefone à disposição, antes de terem conseguido comprar o vosso próprio carro e telefone.

4. Se vocês acham que os vossos professores são rudes, esperem até terem um chefe. Ele não vai ter pena de vocês.

5. Vender jornais velhos ou trabalhar nas férias não está abaixo da vossa posição social. Os vossos avós têm uma palavra diferente para isso: a “isso” chamam oportunidade.

6. Se vocês fracassarem, a culpa não é dos vossos pais. Por isso não os culpem dos vossos erros, aprendam com eles.

7. Antes de vocês nascerem, os vossos pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagarem as vossas contas, lavarem as vossas roupas. Antes de quererem salvar o planeta para a próxima geração, desejando consertar os erros da geração dos vossos pais, tentem limpar o vosso próprio quarto.

8. A vossa escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas vocês não chumbam mais de um ano e têm tantas chances quantas vocês precisarem até acertar. Isto não tem nada a ver com a vida real. Se pisarem o risco, são despedidos… Façam bem à primeira!

9. A vida não está dividida em semestres. Vocês não terão sempre os verões livres e é pouco provável que os outros empregados vos ajudem a cumprir as vossas tarefas no fim de cada período.

10. A televisão não é a vida real. Na vida real, as pessoas têm que largar o “barzinho” ou a boîte e ir trabalhar.

11.Seja simpático com os “estudiosos” - aqueles estudantes que muitos julgam que são uns idiotas. Existe uma grande probabilidade de vocês virem um dia a trabalhar para eles.


Escrito por alma castelinana às 02:25:12 PM
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14 de Janeiro


Escrito por alma castelinana às 09:11:22 AM
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Semente

Armandinho

Composição: Indisponível

Semente, semente, semente
Semente, semente
Se não mente fale a verdade
De que árvore você nasceu?...(2x)

De onde veio
De onde apareceu
Porque que que o meu destino
É tão parecido com o seu...

Eu sou a terra
Você minha Semente
Na chuva a gente se entende
É na chuva que a gente se entende
Oh Semente!...

Semente, Semente, Semente
Semente, Semente
Se não mente fale a verdade
De que árvore você nasceu?...(2x)

Semente eu sei
Tem gente que ainda acredita
E aposta na força da vida
E busca um novo amanhecer
Lá vem o sol
Agora diga que sim
Semente eu sou sua terra
Semente pode entrar em mim...

Semente, Semente, Semente
Semente, Semente
Se nao mente fale a verdade
De que árvore você nasceu?...(2x)

Se conseguir
Aquilo que você quer
E conseguir manter
A nobreza de ser quem tu é
Tenha certeza
Que vai nascer uma planta
Que a flor vai ser de esperança
De amor pro que der e vier
Oh Mulher!...

Semente, Semente, Semente
Semente, Semente
Se nao mente fale a verdade
De que árvore você nasceu?...(2x)

Se conseguir
Aquilo que você quer
E conseguir manter
A nobreza de ser quem tu é
Tenha certeza
Que vai nascer uma planta
Que a flor vai ser de esperança
De amor pro que der e vier
Oh Mulher!...

Semente, Semente, Semente
Semente, Semente
Se nao mente fale a verdade
De que árvore você nasceu?...(4x)

Semente, Semente, Semente
Semente, Semente
Não mente!

 


  pra vc shiva


Escrito por alma castelinana às 08:59:20 AM
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08 de Janeiro

voa passarinha voa

saia de meus braços e voa passarinha

não olhes para tras conheça tudo e todos que hoje ,

pelas minhas mãos calejadas e andar fraco nao posso

vai la passarinha voa lonje , em disparada , mais não chora

não olha pra traz , vá com um sorriso

vai minha passarinha voa pra longe de mim

por favor  passarinha nao chora

quero vc feliz  ja estou velho passarinha  então va passarinha voa 


Escrito por alma castelinana às 02:16:38 PM
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18 de Dezembro

DESEJO

Victor Hugo

Desejo, primeiro, que você ame,
e que, amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer
e esquecendo não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que você tenha amigos
que, mesmo maus e inconsequentes,
sejam corajosos e fiéis,
e que pelo menos em um deles
você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
desejo ainda que você tenha inimigos,
nem muitos, nem poucos,
mas na medida exata para que, algumas vezes,você se interpele a respeito
de suas próprias certezas.
E que, entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo, depois, que você seja útil,
mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
quando não restar mais nada,
essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
mas com os que erram muito e irremediavelmente,
e que fazendo bom uso dessa tolerância,
você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
não amadureça depressa demais,
e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer,
e que, sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
é preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste.
não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
que o riso diário é bom,
o riso habitual é insosso
e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
com a máxima urgëncia,
acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos,
injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
erguer triunfante o seu canto matinal,
porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
por mais minúscula que seja,
e acompenhe o seu crescimento,
para que você saiba de quantas
muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
coloque um pouco dele
na sua frente e diga "isso é meu",
só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
por ele e por você,
mas que se morrer, você possa chorar
sem se lamentar, sofrer e sem se culpar.

Desejo por fim que você, sendo um homem,
tenha uma boa mulher,
e que, sendo uma mulher,
tenha um bom homem
e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte,e quando estiverem exaustos e sorridentes,
ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
não tenho mais a te desejar.


Escrito por alma castelinana às 05:32:24 PM
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13 de Outubro

uia  tudo  novo 

vida  nova  e  é  assim  meu  anjo 


Escrito por alma castelinana às 04:38:39 PM
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09 de Outubro

http://www.tempoesia1.hpgvip.ig.com.br/midi/metal/System_Of_A_Down/Roulette.mid


Escrito por alma castelinana às 05:28:24 PM
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08 de Outubro

Um Tempo

Preciso de um tempo
Pode ser 10 minutos, 1 hora, 1 dia , 1 mês ou até 1 ano
Mas preciso de um tempo.
Pra pensar
Chorar
Sonhar e caminhar
Preciso de um tempo pra mim
Um tempo pra lembrar
e novamente chorar.
Preciso de um tempo.
E se isso te machucar
Me desculpe
Pois esse tempo pode demorar, mas passa
E seja o que acontecer, vai ser melhor assim
Eu preciso de um tempo
Sim, um tempo
Se você não me amar
Não espere.
Mas se isso que diz que sente for verdadeiro, espere, aguente...
E com todas as forças me faça pensar em ti
Mas me deixe pensar
Quero um tempo.
Apenas um tempo.

eu gosto  do  meu  eu

mais esquisito  mesmo 

 

ate  mais  ler  pra  vc´s 


Escrito por alma castelinana às 06:32:54 PM
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Sinta a minha inferioridade.
E vai se embora a estrela minha.
Vivo infernos na minha triste vida,
Que fica a me alucinar.
O meu podre coração...
O meu podre coração espera a benção daqueles
Que tem o poder de dar a vida.
A minha triste visão...
A minha imensa solidão.
Diz o tempo que tudo chora.
Destino que cisma em apodrecer todos os meus caminhos.
Cisma de fazer doer o peito de todo os meus amigos.
E cisma de dar a graça do amor a todos os meus inimigos.
Tremo ao ver o sangue de minha imensa dor
Que a vida cisma em fazer jorrar.
E no berço da juventude a lástima.
O encanto da dor.
O simbólico medo que fica em meu olhar.
Sinto-me fatigada pela lástima de um sentimento
Que cisma em me atormentar.
Vai se embora estrela minha!
Vai se embora...
Sorriso cisma...
Cisma em mostrar a sua linda falsidade.
O meu pobre coração...
O meu pobre coração em luto.
A minha triste visão num sono profundo.
Vai se embora torturante amor!
No sono do sol, na infância da noite, um anjo chora...
Choram almas em um taciturno enfermo daqueles que aqui estão.
Chora um anjo pelas aves não libertas.


Escrito por alma castelinana às 06:30:22 PM
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Segundo Poema

Sulamite

Ouço o meu amado.
Ei-lo que chega, correndo montanhas,
saltando sobre as colinas.
O meu amado é semelhante a um veado jovem.
Ei-lo de pé, junto às paredes,
espreitando às janelas, olhando pelas grades.


Ele ergue a voz.

- "Vem, meu amor

Passou o inverno, acabaram-se as chuvas.
As flores afogam a terra.
Eis o tempo das alegres canções.
Cantam as rolas no nosso país,
e as figueiras formam os seus primeiros frutos.
As videiras em flor desprendem-se em aroma.
Vem, meu amor.
Pomba escondida nas fendas dos rochedos,
nos secretos lugares das escarpas-
mostra-me o rosto,
deixa-me ouvir a tua voz.
Porque a tua voz é clara, e admirável
é o teu rosto."

Não tardou, porém que eu encontrasse
aquele a quem ama o meu coração.
Não o deixarei agora, enquanto o não levar
a casa de minha mãe,
à frente daquela que me gerou.

-Suplico-vos, ó raparigas de Jeruzalém,
pelas gazelas, pelas corças dos campos,
não acordeis, não acordeis o meu amor,antes

que ele
o deseje.

Os irmãos de Sulamite

Apanha-nos as raposas, as raposinhas
que destroem as videiras,
porque as nossas videiras estão em flor.

Sulamite

O meu amado é meu e eu sou dele.
Ele apascenta um rebanho entre os lírios.


-Antes que se levante a brisa da manhã
e se rasgue a noite, volta,
corre como um veado sobre as montanhas

da aliança.

De noite, no meu leito,procurei
aquele a quem ama o meu coração,
Levanto-me agora, e vou pela cidade.
Em vão o procurei.
Pelas ruas e pelas praças
buscarei aquele a quem ama o meu coração.
Em vão o procurei.

Acharam-me os guardas que fazem a ronda da

cidade.
- " Vistes porventura aquele a quem ama o meu

coração?"


Escrito por alma castelinana às 06:29:07 PM
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em mim guardo a potência do báratro,
como sendo caixa útil,
funil,
epicentro.

concentro toda imagem,
presença,
o som que acudisse ao mundo em forma de pombas,
em forma de palavras escritas na humidade das nuvens

e assim tudo vem a mim,
transformando-se,
mudando o nome pelo cristal dos olhos,
pela dura pedra do íris,
tudo faz parte essencial da alquimia
renovando-se
adquirindo cores novas
perspectivas novas,

e finalmente,
trás desaparecer no naufrágio do corpo
regressam à periferia
à água que se espalha pela vertical do mundo


Escrito por alma castelinana às 06:26:03 PM
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incluso no verão havia coisas de cor insípida,
equidistâncias,
latências do morrer lentamente
prefigurando algum tipo de outono,
algum tipo de pôr-do-sol anunciado

descatalogavam-se as horas
no sufoco de se ver queimadas pelo sol,
aguardadas apenas pela lua grande de ciúmes,
violada,
de perfil confuso

e assim
se passava o tempo
na lembrança da chuva,
mar,
do peixe,
das escamas húmidas,
ou da líquida sensação do ar atravessando
dedos,
os olhos,
a sombra

e à pele concorriam as veias,
o sangue,
a forma hipodérmica do sangue,
e dificilmente a etimologia
fazendo com que a própria pele se tingisse,
azul
do cobalto amanhecendo,
do preto abrindo-se às regiões zenitais do céu,
fazendo apenas com que o espelho do epidérmico
sobrevivesse
na nódoa perpétua dos dias consecutivos
sem noite,
sem lua,
sem acção humana

e assim,
como sendo lúbricas miragens de antiquário,
museu de actos, diário da abordagem,
as noites iam desaparecendo finalmente
na memória do peixe,
na memória do oceano a se dessecar morrente,
a se transformar em borboleta diurna,
capitão,
navio
ou praia dos epílogos,
como apenas restando neles a escuridão do manifesto,
a linha que não se lê,
que nem se diz,
se ouve,
se remete no território ermo do recordo,
como se abondasse para a assombrar a longitude
da morada vazia,
da treva apagada

**

era naquela constatação do verão
onde se reparava na adiada vinda da noite
e nos reflexos lascivos das nuvens a transluzir as linhas de luz de sol,
de luz de mar,
de luz de luz

era naquela constatação ausente,
sem a comparecência da culpa,
sem a constância do delito, da aleivosia,
sem a pressão incisiva da história de pedra
onde o juízo se fazia inútil
e onde a esperança se desfiava sem firmeza, sem a intensidade do ferro,
como se o ferro próprio não fosse suficiente para trair a noite,
como se, com efeito, o ferro não fosse mais ferro
nem sequer a gélida impressão do metal
da linha recta
da aresta
ou como se, ao fim, o ferro jamais fosse âncora,
fronteira, noite,
verão coutado.


Escrito por alma castelinana às 06:25:01 PM
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Vento nas costas


O vento sopra
e leva aos poucos
um pouco de mim.
Células mortas
dessa pele surrada pelo querer.
Fios velhos
dessa Hering gasta pela estrada.
Tudo vagando longe do chão.
Chão,
que era a única coisa que eu busquei.
Me sento na beira da estrada
e o vento continua me empurrando
adiante.



Escrito por alma castelinana às 06:23:15 PM
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Faltam apenas anos, meses, e dias até 7/22/2010