Imbuída do espírito público de colaborar com o zelo pela coisa pública e com o aperfeiçoamento das atividades do Tribunal de Contas da União (TCU), de forma a elevar e manter o bom nível da imagem externa da principal Corte de Contas perante a sociedade brasileira, a AUDITAR protocolou, em 24 de março de 2010, pedido de Amicus Curiae (ou “Amiga da Corte”) no Processo TC nº 030.632/2007-5, que apreciou a aplicação concreta do “teto” remuneratório constitucional na sessão de ontem.
Embora essa postura participativa e colaboradora de Amiga da Corte seja muito bem-vinda, valorizada e acolhida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o TCU, por despacho do Relator, negou provimento ao pedido, ainda que a Corte de Contas utilize a legislação processual que norteia os Tribunais do Poder Judiciário em decorrência da inexistência de uma legislação processual específica para os Tribunais de Contas.
É importante esclarecer que a presença do Amigo da Corte nos processos não diz tanto respeito às causas ou aos interesses eventuais de partes em jogo em determinado processo, mas, sim, ao próprio exercício da cidadania e à preservação dos princípios e, muito particularmente, à ordem constitucional.
O debate sobre o “teto” não discutiu, por exemplo, as normas dos artigos 8º e 9º previstas apenas no corpo da Emenda Constitucional (EC) nº 41, de 2003, que determinam a aplicação do artigo 17 do ADCT, o qual, por sua vez, estabelece que os vencimentos, a remuneração, as vantagens e os adicionais, bem como os proventos de aposentadoria que estejam sendo percebidos em desacordo com a Constituição serão IMEDIATAMENTE reduzidos aos limites dela decorrentes, não se admitindo, neste caso, invocação de direito adquirido ou percepção de excesso a qualquer título. Esse é o mandamento constitucional vigente, contra o qual não se pode insurgir.
Há diversos julgados do STF sobre a aplicação do “teto” - no total de 256 decisões, muitas delas proferidas a partir de 2004 - que indeferem pedidos ou suspendem decisões que impeçam a aplicação imediata da regra inserta no artigo 37, inciso XI, da Constituição da República, a qual integra o conjunto normativo estabelecido pela EC 41/2003. No entendimento pacificado na Corte Suprema, impedir a aplicação do “teto” configuraria “grave lesão à economia e à ordem públicas” com “possibilidade de ocorrência do denominado “efeito multiplicador””. Ainda de acordo com as decisões recentes do STF, o tema é de índole constitucional da competência da Corte Suprema (SS 2504 AgR / DF – DISTRITO FEDERAL, Min. ELLEN GRACIE, 17/03/2008).
Nesse sentido, a AUDITAR lamenta o indeferimento do pedido que rejeitou a sua participação como Amiga da Corte, pois, ao assim proceder, os Ministros do TCU perderam a oportunidade de tomar conhecimento desses e de outros aspectos relevantes extraídos do conjunto de normativos constitucionais e recentes julgados do STF após a promulgação da EC nº 41, de 2003, que dispõem especificamente sobre a aplicação IMEDIATA do “teto”.
Entretanto, sendo essa matéria de relevante interesse social, a AUDITAR, como entidade representativa da carreira de Auditores Federais de Controle Externo, insiste em colaborar com as discussões sobre o tema levadas a cabo na Corte de Contas e dará entrada, ainda essa semana, em novo pedido de Amicus Curiae (ou “Amiga da Corte”), desta vez em outro processo: uma consulta de membro do Parlamento, de relatoria do Auditor Marcos Bemquerer.
Numa sombria madrugada, enquanto eu meditava, fraco e cansado, sobre um estranho e curioso volume de folclore esquecido; enquanto cochilava, já quase dormindo, de repente ouvi um ruído. O som de alguém levemente batendo, batendo na porta do meu quarto. "Uma visita," disse a mim mesmo, "está batendo na porta do meu quarto - É só isto e nada mais."
Ah, que eu bem disso me lembro, foi no triste mês de dezembro, e que cada distinta brasa ao morrer, lançava sua alma sobre o chão. Eu ansiava pela manhã. Buscava encontrar nos livros, em vão, o fim da minha dor - dor pela ausente Leonor - pela donzela radiante e rara que chamam os anjos de Leonor - cujo nome aqui não se ouvirá nunca mais.
E o sedoso, triste e incerto sussurro de cada cortina púrpura me emocionava - me enchia de um terror fantástico que eu nunca havia antes sentido. E buscando atenuar as batidas do meu coração, eu só repetia: "É apenas uma visita que pede entrada na porta do meu quarto - Uma visita tardia pede entrada na porta do meu quarto; - É só isto, só isto, e nada mais."
Mas depois minha alma ficou mais forte, e não mais hesitando falei: "Senhor", disse, "ou Senhora, vos imploro sincero vosso perdão. Mas o fato é que eu dormia, quando tão gentilmente chegastes batendo; e tão suavemente chegastes batendo, batendo na porta do meu quarto, que eu não estava certo de vos ter ouvido". Depois, abri a porta do quarto. Nada. Só havia noite e nada mais.
Encarei as profundezas daquelas trevas, e permaneci pensando, temendo, duvidando, sonhando sonhos mortal algum ousara antes sonhar. Mas o silêncio era inquebrável, e a paz era imóvel e profunda; e a única palavra dita foi a palavra sussurrada, "Leonor!". Fui eu quem a disse, e um eco murmurou de volta a palavra "Leonor!". Somente isto e nada mais.
De volta, ao quarto me volvendo, toda minh'alma dentro de mim ardendo, outra vez ouvi uma batida um pouco mais forte que a anterior. "Certamente," disse eu, "certamente tem alguma coisa na minha janela! Vamos ver o que está nela, para resolver este mistério. Possa meu coração parar por um instante, para que este mistério eu possa explorar. Deve ser o vento e nada mais!"
Abri toda a janela. E então, com uma piscadela, lá entrou esvoaçante um nobre Corvo dos santos dias de tempos ancestrais. Não pediu nenhuma licença; por nenhum minuto parou ou ficou; mas com jeito de lorde ou dama, pousou sobre a porta do meu quarto. Sobre um busto de Palas empoleirou-se sobre a porta do meu quarto. Pousou, sentou, e nada mais.
Depois essa ave negra, seduzindo meu triste semblante, acabou por me fazer sorrir, pelo sério e severo decoro da expressão por ela mostrada. "Embora seja raspada e aparada a tua crista," disse eu, "tu, covarde não és nada. Ó velho e macabro Corvo vagando pela orla das trevas! Dize-me qual é teu nobre nome na orla das trevas infernais!".
E o Corvo disse: "Nunca mais."
Muito eu admirei esta ave infausta por ouvir um discurso tão atenta, apesar de sua resposta de pouco sentido, que pouca relevância sustenta. Pois não podemos deixar de concordar, que ser humano algum vivente, fora alguma vez abençoado com a vista de uma ave sobre a porta do seu quarto; ave ou besta sobre um busto esculpido, sobre a porta do seu quarto, tendo um nome como "Nunca mais."
Mas o corvo, sentado sozinho no busto plácido, disse apenas aquela única palavra, como se naquela única palavra sua alma se derramasse. Depois, ele nada mais falou, nem uma pena ele moveu, até que eu pouco mais que murmurei: "Outros amigos têm me deixado. Amanhã ele irá me deixar, como minhas esperanças têm me deixado."
Impressionado pelo silêncio quebrado por resposta tão precisa, "Sem dúvida," disse eu, "o que ele diz são só palavras que guardou; que aprendeu de algum dono infeliz perseguido pela Desgraça sem perdão. Ela o seguiu com pressa e com tanta pressa até que sua canção ganhou um refrão; até ecoar os lamentos da sua Esperança que tinha como refrão a frase melancólica 'Nunca - nunca mais.' "
Mas o Corvo ainda seduzia minha alma triste e me fazia sorrir. Logo uma cadeira acolchoada empurrei diante de ave, busto e porta. Depois, deitado sobre o veludo que afundava, eu me entreguei a interligar fantasia a fantasia, pensando no que esta agourenta ave de outrora, no que esta hostil, infausta, horrenda, sinistra e agourenta ave de outrora quis dizer, ao gritar, "Nunca mais."
Concentrado me sentei para isto adivinhar, mas sem uma sílaba expressar à ave cujos olhos ígneos no centro do meu peito estavam a queimar. Isto e mais eu sentei a especular, com minha cabeça descansada a reclinar, no roxo forro de veludo da cadeira que a luz da lâmpada contemplava, mas cujo roxo forro de veludo que a lâmpada estava a contemplar ela não iria mais apertar, ah, nunca mais!
Então, me pareceu o ar ficar mais denso, perfumado por invisível incensário, agitado por Serafim cujas pegadas ressoavam no chão macio. "Maldito," eu gritei, "teu Deus te guiou e por estes anjos te enviou. Descansa! Descansa e apaga o pesar de tuas memórias de Leonor. Bebe, oh bebe este bom nepenthes e esquece a minha perdida Leonor!"
"Profeta!" disse eu, "coisa do mal! - profeta ainda, se ave ou diabo! - Tenhas sido enviado pelo Tentador, tenhas vindo com a tempestade; desolado porém indomável, nesta terra deserta encantado, neste lar pelo Horror assombrado, dize-me sincero, eu imploro. Há ou não - há ou não bálsamo em Gileade? - dize-me - dize-me, eu imploro!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."
"Profeta!" disse eu, "coisa do mal! - profeta ainda, se ave ou diabo! Pelo Céu que sobre nós se inclina, pelo Deus que ambos adoramos, dize a esta alma de mágoa carregada que, antes do distante Éden, ela abraçará aquela santa donzela que os anjos chamam de Leonor; que abraçará aquela rara e radiante donzela que os anjos chamam Leonor."
E o Corvo disse: "Nunca mais."
"Que essa palavra nos aparte, ave ou inimiga!" eu gritei, levantando - "Volta para a tua tempestade e para a orla das trevas infernais! Não deixa pena alguma como lembrança dessa mentira que tua alma aqui falou! Deixa minha solidão inteira! - sai já desse busto sobre minha porta! Tira teu bico do meu coração, e tira tua sombra da minha porta!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."
E o Corvo, sem sequer se bulir, se senta imóvel, se senta ainda, sobre o pálido busto de Palas que há sobre a porta do meu quarto. E seus olhos têm toda a dor dos olhos de um demônio que sonha; e a luz da lâmpada que o ilumina, projeta a sua sombra sobre o chão. E minh'alma, daquela sombra que jaz a flutuar no chão, levantar-se-á - nunca mais!
RESENHA CRÍTICA DO FILME "O DIABO VESTE PRADA" por Rodolfo Lima - Jornalista, ator e crítico de cinema -
O DIABO VESTE PRADA -
CRÍTICA - O DIABO VESTE PRADA - Pessoas ambiciosas, impetuosas, temperamentais, sarcásticas, impessoais e exigentes, sempre são vistas com maus olhos. Principalmente se tais características complementam o caráter do seu chefe. Dai para achar que ele é o próprio diabo - que veio a terra, infernizar e dificultar sua vida - é um pulo.
Miranda Priestly é a "monstra" da vez. Baseado no livro de Lauren Weisberger, Priestly pode ser vista como Anna Wintour - a poderosa editora de moda da Revista Vogue - no caso da ficção, editora da Revista Runway.
Sobre os figurinos usados, os outros filmes que falam de moda, se é ou não crível ao mundinho do pret-a-porter, e se tal música diz ou não algo para o mundinho fashion.....várias publicações semanais e mensais se preocuparam. Então vamos ao que interessa. Miranda ( Meryl Streep) não é "diabo" como o titulo rotula, e nem a sua assistente Andrea,"vendida" como um capacho, se mostra como tal. A 1° é uma mulher obcecada pelo trabalho, exigente consigo mesmo e com os outros. Não é boazinha e nem deixa se levar por sentimentalismos. É ríspida, mas tal grosseria, não deixa de ser uma forma de preparar o outro para o mercado de trabalho e suas inevitáveis disputas diárias. A 2° é uma jornalista recém formada, determinada a vencer e que agarra a oportunidade - ok, ela sofre um pouquinho - com unhas e dentes e só percebe o preço de sua escolha, quando vê seus relacionamentos ruirem.
Para se vencer hoje em dia é preciso pagar um preço caro. E Andrea num dos diálogos do filme, afirma o óbvio: "Miranda é vista como o diabo, porque é mulher, se fosse homem, suas ações seriam vistas como ótimas". O machismo sempre perseguirá as mulheres e no caso de "O diabo veste prada", as duas são vitimas da sociedade falocêntrica.
O filme é engraçado, ágil, sedutor e se não fosse o moralismo do final, seria arrebatador - exagerando um pouco na expressão. Que mal há em Andrea de se sentir traída por tanto luxo, beleza e opções? Tirando as obviedades que o filme acarreta - talvez por ser um Blockbuster - ele pode ser considerado sim, um bom programa.
Reflete a sociedade capitalista, a ditadura da moda, as trapaças necessárias para a sobrevida, a futilidade dos outros, e a necessidade de buscar seu próprio lugar. Lauren/Andrea escolherá o melhor caminho que lhe convém. Anna/Miranda tentará sobreviver num mundo rodeado por espetos.
E você caro expectador/leitor ficará imaginando - enquanto ri e sente pena da 2° assistente "gorda e inteligente" - o que você faria se a sua vida mudasse tanto de um hora para outra. Se pudesse conhecer Paris. se tivesse acesso as melhores marcas de roupas. Se a oportunidade de mostrar suas reais intenções surgissem.
Enquanto sua vida não muda. Vá até o cinema e se permita imaginar na situação do outro. Eu ficaria em Paris (rsrsrs).
Título Original: The Devil Wears Prada Ano: 2006 Distribuição: Fox 2000 Pictures Direção: David Frankel Roteiro: Aline Brosh McKenna
- Boneca-de-Pano, você acha que a menina já cresceu?
- Eu acho que sim, Pimpe... e você não sai detrás dessa janela, a menina quer brincar lá fora, quer ver os barcos...
- Mas eu brinco, eu brinco lá fora!
- Brinca nada, Pimpe... Se você brincasse lá fora, também brincaria aqui dentro comigo; mas enquanto você está aqui, você está sempre procurando a menina. E quando está lá fora com ela, está sempre preocupado, reparando se ela já cresceu ou não cresceu... se já comprou batom ou não...
- Ô Boneca-de-Pano, você está triste comigo?
- Talvez...
- Mas então por que você está sorrindo?
- É que o sorriso é costurado.
- Mas se eu te abraçar, vou te machucar com minhas latas.
- Não faz mal, aqui dentro é tudo feito de algodão.
Vem de longe de tão longe quanto imaginar se possa sem negar a origem do primado do tempo este verbo imperfeito que, sem norma, sem regra ou pejo, me fez cativo de mim e do sangue incolor que m'avassala o peito.
Como um barco soluçando sobre as vagas a fuga dói na ferida onde a carne já apodrece se a maré sobe se anoitece e o porto se faz distante e a luz incerta …
Há um murmúrio que não é de gente há um rumor que m’enlouquece à boca do alambique por onde não s'estancam finas gotas há um canto magnetizado que m’ancora em enseados de pranto e me faz postergado à face alabastrina de uma lua residual.
Vem de longe, a agonia das areias e o sal e o sol e os salinos pálidos em vidrados de ossos que, desunidos d’algum lugar, deram agora à costa nesta enseada d’utopia.
Vem de longe, esta fome infinita de viver, morrendo, em caudais de poesia.
Algo abaixo dos meus pés se move Abaixo das minhas células, de mim Logo ali, perto, junto do que sou Algo abaixo pulsa, debaixo do solo No invisível urbano, nos bueiros Em mundos submersos de esgotos frios Na intriga dos neurônios feitos de gases vivos Algo de tal inconsciência que esqueço e ignoro
Querer você por perto não é mais uma vontande, Algo incontrolavel estar em meu ser, Agora, o que arde em mim, é desejo. Que invade, fazendo os pesamentos pesarem, Os instintos queimarem por dentro Tudo isso apenas pela insaciável vontade de apenas te olhar
Olhando-te alimento cada parte de meu corpo Que só tende ir mais profundo no abismo da loucura Em busca da serenidade de ser envolvido por ti Provar cada milimetro de teu gosto, de teu cheiro, de teu sexo E me acabar em todos os teus pelos, em todos os teus poros Esquecendo do mundo, sendo todo teu.
Sejam horas, ou minutos, o tempo que for Mas em cada gota de tua saliva Me embreagarei, com o sentimento eterno de nunca ter fim. Pois se o fim chegar e eu a beira da dessa loucura estiver Te levo comigo para onde for Deixando pra tras tudo que se foi construido um dia Longe te todos os olhos que nos descriminam Pois só pra você viverei eternamente.
Tudo em mim tem sido esta vontade de afagar.Há tempos não me ocupo com outra coisa: em tudo que toco ou manuseio há o propósito de cura através do calor das minhas mãos. Tudo em mim tem sido a necessidade de vivenciar profundamente. Se as palavras têm estado ausentes, aceito este recolhimento delas. E espero que voltem com um coração pulsando muito vivo dentro de cada uma. Por isso a vontade de experienciar cada sensação plenamente antes de tentar decifrar organizando em textos o que tenho sentido. Dentro dessa minha desaceleração, tenho descoberto muita coisa como, por exemplo, quão necessário é saber receber amor.Deixar que tudo seja troca antes de ser um troféu. Deixar que o caos se mantenha intacto antes que haja ajustes. Ando muito comprometida com as essências.E com um respeito súbito, a partir daí, pelas aparências.Não vejo menores importâncias, vejo acontecimentos.E tenho olhado pras coisas sem aquela grande gravidade.Tenho me fortalecido de espirito, sangue e pensamento. Tudo em mim tem sido esta disposição para o amor.E ,se vocês pudessem me ver agora, veriam, existe caricia até no meu olhar quando eu olho pra ela. Eu tenho me tornado mais feliz e mais forte a cada passar dos minutos.
Passam-se os anos, mudam as gerações, mas uma coisa continua a mesma: o fascínio de uma criança por um super-herói. Isso aconteceu com nossos pais, aconteceu com a gente e acontece com aquela criança que está na nossa vida - seja por qual motivo for. Não dá para imaginar uma infância sem aquela figura de que “tudo se pode” para fazer do mundo um lugar melhor.
Certamente esse é aquele tipo de assunto que sempre rende histórias engraçadas, tanto pra mim quanto pra você, e que sempre está incluído aquela capa vermelha (improvisada) do Super-homem, os braceletes (artesanais) da Mulher Maravilha, a máscara (de plástico) do Batman ou da Mulher Gato. Mas também tem sempre aqueles desejos de ter um poder de voar, ser invisível, ser veloz, etc. Lembro-me que quando tinha 6 anos, eu havia encucado que poderia ultrapassar tijolos e voar. Claro que não consegui e isso acabou me rendendo uma cicatriz no braço e uma história pra contar.
O fato é que: quando somos pequenos achamos que podemos tudo, que tudo é permitido e que não há limites. Queremos abraçar o mundo de uma só vez, queremos sentir o poder de proteger o próximo. E eis que crescemos, e vemos que na vida sempre há limites, mas não é por isso que deixamos de ser heróis. Podemos curar doenças; salvar vidas; proteger o meio ambiente; ensinar os outros aquilo que sabemos; passar adiante valores morais; dar um lar, comida e amor a quem não tem. Somos super-heróis porque protegemos, porque cuidamos. Porque todos os dias fazemos uma pessoa acreditar na esperança, acreditar na vida.
Eu cresci e sei que não consegui os tais super-poderes que tanto queria quando era criança. Mas hoje eu consegui ser amigo de um legítimo Super-Homem,e esse texto eu dedico a ele.
Ando tão cansado que nem a música me trás felicidade. Nem dores...
Ando tão cansado que nem força pra puxar a fumaça de todo dia tenho, e às vezes tenho vontade mesmo é de engoli-la de vez.
Ando tão cansado de andar de um lugar pra outro, de ver a repetição no mesmo espaço de tempo calculado que no passado ainda morno eu tinha calculado...
Ando tão cansado de brigar por aquilo que não me pertence, que nem a vitória me faz bem...
Ando tão cansado das mesmas letras unidas nos mesmo livros falando das mesmas coisas, e chegando ao mesmo final...
A repetição baqueada me cansa. Cansa meus olhos ao sentar nessa mesma cadeira e ler os mesmos recados, os mesmos textos e os mesmos e-mails.
A repetição baqueada me cansa. Cansa meus ossos de tanto ir de um lugar ao outro, o mesmo caminho, a mesma esperança e quase sempre a mesma frustração.
A repetição baqueada me cansa. Cansa meu sorriso já amarelo rindo das piadas pela metade, dos "feitos" maquiados de situações inventadas.
A repetição baqueada me cansa. Cansa meus dedos, de tanto usá-los para a mesma finalidade, com as unhas já quebradas e embranquecidas pelo desgaste
A repetição baqueada me cansa. Cansa meus ouvidos e seus ritmos já reformados da reforma sonora anterior. Sempre é mais do mesmo. Ou quase sempre.
A repetição baqueada me cansa. Cansa meu cérebro, quase em desuso. De tanto procurar alguém que pense totalmente diferente de minha pessoa, totalmente diferente de minhas opiniões e cheio de ética. O puritanismo ta na moda. E me faz mal. Muito mal. Necessito de mentes inquietas, perturbadas. Só assim posso ir em frente.
A repetição baqueada me cansa. Cansa meu coração cheio de alegria e vontade de viver. Preciso de choques de paixão violenta e ilusão desnecessária.
2. O mundo não está preocupado com a vossa auto-estima. O mundo espera que vocês façam alguma coisa útil por ele antes de vocês se sentirem bem convosco próprios.
3. Vocês não vão ganhar 5000 euros por mês assim que saírem da Universidade. Vocês não serão directores de uma empresa com carro e telefone à disposição, antes de terem conseguido comprar o vosso próprio carro e telefone.
4. Se vocês acham que os vossos professores são rudes, esperem até terem um chefe. Ele não vai ter pena de vocês.
5. Vender jornais velhos ou trabalhar nas férias não está abaixo da vossa posição social. Os vossos avós têm uma palavra diferente para isso: a “isso” chamam oportunidade.
6. Se vocês fracassarem, a culpa não é dos vossos pais. Por isso não os culpem dos vossos erros, aprendam com eles.
7. Antes de vocês nascerem, os vossos pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagarem as vossas contas, lavarem as vossas roupas. Antes de quererem salvar o planeta para a próxima geração, desejando consertar os erros da geração dos vossos pais, tentem limpar o vosso próprio quarto.
8. A vossa escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas vocês não chumbam mais de um ano e têm tantas chances quantas vocês precisarem até acertar. Isto não tem nada a ver com a vida real. Se pisarem o risco, são despedidos… Façam bem à primeira!
9. A vida não está dividida em semestres. Vocês não terão sempre os verões livres e é pouco provável que os outros empregados vos ajudem a cumprir as vossas tarefas no fim de cada período.
10. A televisão não é a vida real. Na vida real, as pessoas têm que largar o “barzinho” ou a boîte e ir trabalhar.
11.Seja simpático com os “estudiosos” - aqueles estudantes que muitos julgam que são uns idiotas. Existe uma grande probabilidade de vocês virem um dia a trabalhar para eles.
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